“De homem a homem verdadeiro, o caminho passa pelo homem louco.” Foucault, Michael
É considerado o Arcano maior e mais importante do
Tarot. Seu significado é muito diferente do que imaginamos quando ouvimos a palavra
“Louco”, ou qualquer outra palavra relacionada à loucura. Aí começa, portanto, junto com a jornada pelos
Arcanos Maiores do tarot, uma grande lição.
Para o senso comum, admita, o louco é uma pessoa que tem uma espécie de “doença” ou “maldição”, que lhe retira o juízo, fazendo-o sonhar sonhos impossíveis, passar mais tempo no “mundo da Lua” do que vivendo com os pés no chão, e teimar em cultivar tolices.
Bem verdade que esta ideia decorre de práticas do passado. Já foram utilizados métodos por vezes cruéis e desumanos, na tentativa de encontrar “a cura” ou a “redenção” para o “paciente”. E nem sempre os “pacientes” apresentavam um distúrbio de origem psicológica, física ou mental, porém ousavam pensar de modo diferente ao da maioria. A consequência era uma piora considerável no estado do “paciente”, que aí teria duas opções:
- Ser capaz de dizer ou fazer o que fosse necessário para ser considerado “normal”,
- Permanecer em sua “loucura”.
No entanto, alguns estudiosos, e também personalidades famosas, ganharam ainda mais destaque falando sobre a loucura de uma forma inusitada. Como Michael Foucault, que escreveu um belíssimo livro chamado: “História da Loucura”, e o nosso eterno “Maluco Beleza”, Raul Seixas.
Eles apresentaram um ponto de vista diferente sobre o
“louco” e a “loucura”. Reconheceram estes conceitos como partes indispensáveis de nossas vidas. E eis que o senso comum passou a repetir o ditado: “De médico e de
louco, todo mundo tem um pouco.”.